domingo, 30 de maio de 2010

A contabilidade Gerencial

INTRODUÇÃO: AS CONTABILIDADES FINANCEIRA, GERENCIAL E DE CUSTOS

Inicialmente, devemos esclarecer as principais nuanças e características dos sistemas de contabilidade, começando pelos aspectos que aproximam e diferenciam a Contabilidade Financeira da Contabilidade Gerencial, e como se aplicam aos casos aqui estudados.
O sistema de contabilidade é um importante sistema de informação às organizações; para HORNGREN (1982), o sistema de contabilidade provê informação com três principais objetivos:
• Relatórios internos para os gestores, para planejar e controlar operações de rotina.
• Relatórios internos para os gestores, para uso em decisões não rotineiras e na formulação dos principais planos e políticas.
• Relatórios para os acionistas, governo e outros interessados externos.
Os três objetivos são importantes tanto para os fins externos quanto para internos, mas a ênfase varia. Para fins externos, os mais importantes pertencem ao terceiro objetivo. Esta área é comumente chamada de Contabilidade Financeira, e é fortemente baseada em princípios de contabilidade geralmente aceitos.
O termo “princípios de contabilidade geralmente aceitos” é freqüentemente encontrado de forma intensa na literatura especializada, com significados nem sempre concordantes, dependendo do país, do problema, da legislação tributária, etc. No Brasil, há a necessidade de aderência dos cálculos de custos a estes princípios, devido a sua vinculação com a questão tributária das empresas.
Esses princípios na maior parte das vezes, têm sido responsáveis por se “engessar” a contabilidade, dificultando sua aplicabilidade em decisões gerenciais, pela exigência de se ter em conta “princípios” que muitas vezes invalidam o cálculo adequado a um determinado problema.
Por outro lado, os relatórios internos são concentrados nos dois outros objetivos: planejamento e controle gerencial. Esta área é conhecida como Contabilidade Gerencial. A diferenciação entre Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial foi institucionalizada nos EUA desde 1972 pela NAA - National Association of Accountants. HORNGREN (1982)
Onde entra a Contabilidade de Custos? Em sentido amplo, a Contabilidade de Custos também busca atender os três objetivos citados. Entretanto, ao se valorizarem os custos de produtos para fins de cálculo do valor dos estoques e de renda - com algumas salvaguardas -, é possível preencher geralmente ambas as funções, tanto para os fins externos quanto para a gestão interna. Neste sentido, Contabilidade de Custos é Contabilidade Gerencial mais uma parte da Contabilidade Financeira - já que sua função de custeio ajuda também a satisfazer os requisitos externos.
Originalmente a Contabilidade de Custos se referia às formas de acumular e provisionar custos históricos aos produtos e departamentos, primeiramente com o objetivo de valorizar estoques e determinar a renda a ser tributada. Hoje a Contabilidade de Custos confunde-se com a Contabilidade Gerencial porque serve a múltiplos objetivos. Mais fundamentalmente, a Contabilidade de Custos serve para prover informações para toda a sorte de decisões, desde a gestão das operações até a tomada de decisões estratégicas. Como no passado, a Contabilidade de Custos também ajuda a preencher os requisitos legais de acionistas, credores, agências governamentais e outras entidades externas.
ATKINSON (1995) diferencia as características principais da Contabilidade Financeira e da Contabilidade Gerencial da seguinte maneira:
Contabilidade Gerencial: Processo de produzir informações financeiras e operacionais para os empregados e gerentes das organizações. Tal processo deve ser dirigido pelas necessidades de informações de indivíduos internos à organização, e deve guiar suas decisões operacionais e de investimentos.
Contabilidade Financeira: Processo de produzir demonstrativos financeiros para entidades e usuários externos - como acionistas, credores e governo. Este processo é pesadamente restringido por padrões regulatórios oficiais e autoridades fiscais, e por requisitos de auditoria de instituições independentes de contadores.

Leia mais em:http://www.prd.usp.br/disciplinas/docs/pro2208-2006-Reinaldo/contabilidade%20gerencial%20rpc.pdf

domingo, 23 de maio de 2010

Enade 2009




Prova do Enade 2009


As questões mais relevantes para a disciplina:

Questão 11. A constituição das provisões para férias, décimo terceiro salário e dividendos propostos é uma conduta profissional que atende a qual principio contábil?
a) competência
b) consistência
c) continuidade
d) entidade
e) prudência

Resposta - A

Questão 12 - Em função da crise econômica internacional, a empresa Patativa passou por dificuldades economico-financeiras, o que provocou um processo de descontinuidade e, consequentemente, esta sendo obrigada a vender ativos para pagar dívidas com empregados, fornecedores e credores.
Sendo assim, os ativos devem ser avaliados pelo:
a) custo corrente
b) custo histórico
c) fluxo de caixa descontado
d) preço corrente de venda
e) valor de liquidação

Resposta - E

Questão 14 - Para o exercício da profissão contábil, é necessário observar o código de ética, cujo objetivo é fixar a forma pelpela qual se devem conduzir os contabilistas. Uma situação demonstrativa de um comportamento ético do contador é
a) assinar os balanços de uma empresa, elaborados por profissional não habilitado, sem orientar, sem supervisionar e sem fiscalizar sua preparação.
b) emitir parecer favorável de auditoria a uma empresa, sem a realização de testes suficientes para fundamentar a sua opinião
c) propor honorários aviltantes para clientes de outros escritórios, a fim de aumentar a receita que recebe
d) publicar, no sítio do seu escritório de contabilidade, artigo técnico, sem citar a fonte consultada.
e) renunciar às suas funções, ao perceber a ocorrência de desconfiança, por parte de seu cliente, sem prejudicá-lo.

Resposta - E

Questão 15 - A empresa XYZ adquire mercadorias para revenda, com promessa de pagamento em 3 parcelas iguais,sendo a primeira parcela com vencimento para 30 dias. Qual o efeito do registro contábil dessa operação na data da aquisição?
a) Altera o resultado do exercício.
b) Gera uma receita futura.
c) Mantém o ativo inalterado.
d) Mantém o passivo inalterado.
e) Mantém o patrimônio líquido inalterado.

Resposta - E

Questão 16 - As empresas A e B adquiriram, na mesma data, 01/07/X7, equipamentos idênticos e nas mesmas condições, por R$ 60.000,00 cada um, com vida útil estimada em 5 (cinco) anos. Os equipamentos foram colocados em funcionamento imediatamente e nenhuma empresa considerou o seu valor residual. Em 31/12/X7, o saldo de depreciação acumulada dos referidos equipamentos, nas empresas A e B, respectivamente, foi de R$ 6.000,00 e de R$10.000,00. Com base nas informações disponíveis, os métodos de depreciação adotados pelas empresas A e B foram:
a) Horas de Trabalho e Soma dos Dígitos.
b) Horas de Trabalho e Unidades Produzidas.
c) Quotas Constantes e Soma dos Dígitos.
d) Quotas Constantes e Unidades Produzidas.
e) Soma dos Dígitos e Quotas Constantes

Resposta - C

Questão 18 - No processo de destinação dos lucros auferidos por uma empresa, vários procedimentos são adotados para a constituição de reservas e para a distribuição de dividendos. Por meio da análise da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da Cia. Marte, verificou-se que
I. a Cia. Marte distribuiu dividendos de 45% do lucro líquido do exercício, conforme determina o seu estatuto.
II. os saldos de reservas de lucros, exceto para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar excedem o valor do capital social.
III. a reserva legal foi constituída de 2,5% do lucro líquido e o saldo final de tal reserva correspondia a 20% do capital social.
IV. o fato que originou a constituição da reserva para contingências em exercício anterior não se efetivou e a empresa não reverteu a reserva, mesmo com a expectativa de que o fato não mais ocorrerá. Estão CORRETAS somente as afirmativas:
a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

Resposta - A

Questão 22: Leia as asserções a seguir: No método da equivalência patrimonial, a conta de investimentos da empresa investidora será igual ao valor do patrimônio líquido da(s) empresa(s) coligada(s) ou controlada(s), proporcional à sua participação no capital da(s) empresa(s) investida(s).
PORQUE
O conceito de equivalência patrimonial é baseado no fato de que os resultados e quaisquer variações patrimoniais de uma coligada ou controlada devem ser reconhecidos no momento de sua geração, independentemente de serem ou não distribuídos. Acerca dessas afirmações, é CORRETO afirmar que

a) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
b) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
c) as duas afirmações são falsas.
d) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
e) as duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.

Resposta - A

Leia mais em: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/2009/enade2009/prova/CIENCIAS_CONTABEIS.pdf

Sites complementares

Sites utilizados na construção e elaboração deste blog.

Conselho Federal de Contabilidade

http://www.cfc.org.br/

Introdução a contabilidade
http://www.escmed.com.br/downloads/Apostila%20Introdu%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20Contabilidade%20I.pdf

Alexandre Bossi (artigo)

http://alexandrebossi.com.br/artigos/contabilista-um-ativo-ambiental/

Eliseu Martins (artigo)

http://www.eac.fea.usp.br/cadernos/completos/cad20/cont_x_fluxo.pdf

Casciano Vidal (artigo)

http://www.cascianovidal.com.br/?p=3549

Reinaldo Pacheco da Costa (artigo)

http://www.prd.usp.br/disciplinas/docs/pro2208-2006-Reinaldo/contabilidade%20gerencial%20rpc.pdf

Enade 2009 - Prova de Ciências Contábeis

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/2009/enade2009/prova/CIENCIAS_CONTABEIS.pdf

Dicionário de Termos do Empreededorismo
http://www.scribd.com/doc/3110305/Contabilidade-Dicionario-de-Termos-do-Empreendedorismo

UniContábil
http://www.contabilidade.inf.br/aplicacao_da_contabilidade.asp

Portal da Contabilidade
http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=espearti#especial21

Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Contabilidade_gerencial

Youtube
www.youtube.com

Portal Contábeis
http://www.contabeis.com.br/artigos.aspx?id=15

Portal de Contabilidade
http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/custovendas.htm

Universidade Regional do Noroeste do Estado do RGS
http://www.netsaber.com.br/apostilas/apostilas/1029.pdf

O Ciclo da Contabilidade de Custos
http://www.contabeis.ufba.br/materialprofessores/JSROCHA/PAGINA/06%20O%20CICLO%20DA%20CONTAB%20DE%20CUSTOS%20X%20BSC.pdf

Revista Exame

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/mm2009/economia/dois-anos-481664.html

CUSTOS

Conceituação

A regra fundamental de um sistema de cálculos de custos é: cada produto ou serviço deve receber a carga de custo proporcional à sua participação, em termos quantitativos, na realização de cada um dos componentes de custos e despesas da instituição.

A elaboração e aplicação deste sistema de apropriação e cálculos de custos tem por objetivos:

1. Determinar os custos dos diversos serviços prestados e das atividades desenvolvidas pela Instituição;
2. Comparar os custos referentes a períodos e condições econômicas e políticas diversas;
3. Conhecer o grau de eficiência da Instituição;
4. Identificar o nível de rendimento econômico e o “ponto ótimo de produtividade” com vistas ao integral aproveitamento dos recursos disponíveis.

Os meios que possibilitarão alcançar estes objetivos são:

1. Conhecimento dos serviços prestados, materiais e equipamentos;
2. Conhecimento do processo técnico do desenvolvimento dos serviços e atividades;
3. Conhecimento do processo de distribuição;
4. Conhecimento das atividades administrativas, docentes e auxiliares;
5. Planejamento do sistema de apropriação e cálculos de custos;
6. Organização do trabalho executivo;
7. Controle de execução do trabalho;
8. Interpretação dos resultados;
9. Comparações, análises e conclusões sobre os resultados do trabalho.

O sistema adotado neste trabalho é o de custos por absorção, onde realizamos a apropriação de algumas despesas com vistas a identificar, apurar e reunir os custos aplicados no desenvolvimento dos serviços, relacionando os fatos físicos com os monetários.

A apropriação do custo do processo e de uma parcela do custo complementar é feita aos centros de custos e, após, através do custo-hora e do tempo aplicado nas diversas atividades, procedemos à apropriação destes custos aos serviços, juntamente com os demais itens de custos considerados. Os cálculos têm dois objetivos: identificar os custos de cada órgão e unidade (secundário) e os custos dos serviços (principal).

São as seguintes as formas de apropriação:

* apropriação direta: onde realizamos a apropriação das Despesas Diretas, já conhecidas e identificáveis para os centros de custos. Há uma relação direta entre o gasto e (o serviço ou) centro de custos.
* apropriação indireta: onde realizamos a apropriação das Despesas Indiretas, decorrentes da utilização do serviço de um centro de custos por um outro. Ocorre quando há necessidade de se ratear o custo entre os centros de custos, através de bases de rateio estabelecidas para cada centro de custos, de acordo com o tipo de serviço prestado. O demonstrativo anteriormente citado, traz o detalhamento dos centros de custos que têm as suas despesas rateadas entre os demais e os centros de custos que absorvem o resultado deste rateio.

As atividades desenvolvidas nos centros de custos são identificadas e quantificadas neste sistema como Unidades de Bens e Serviços.

Despesas Consideradas pelo Sistema

O sistema de apuração e apropriação dos custos operacionais identifica e considera todas as despesas ocorridas na Universidade dentro de um determinado período, excetuando-se as Despesas de Investimento, tais como: despesas com aquisição de equipamentos e material permanente e despesas com construção de novas edificações.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Glossário








Os termos mais utilizados pela contabilidade são:


Análise Ambiental
– Estudo feito visando conhecer mais detalhadamente os
agentes e fatores que por ventura podem influenciar nos planejamentos da
empresa.

Ativo Circulante

– Compreende o dinheiro em caixa, os saldos bancários e todos os valores que podem ser convertidos em dinheiro imediatamente.

Ativo Fixo

– São os imóveis, os equipamentos, os utensílios, as ferramentas, as patentes, tudo aquilo que é essencial para a empresa continuar operando e não pode ser convertido em dinheiro imediatamente.

Balanço Patrimonial
– Levantamento contábil que demonstra a situação econômico-financeira de uma empresa. Agrupando racionalmente os saldos credores e saldos devedores da empresa em certo período, o balanço representa a exata situação econômico-financeira da empresa e consstitui o documento oficial com que se dão por encerradas as operações contábeis do período em questão.

Capacidade de Pagamento
– É realizada através de dados indiretos que nos permitem inferir a capacidade de pagamento. Utilizam-se alguns indicadores: a)avaliação da experiência dos proprietários do setor; b) análise da capacidade de produção; c) análise da capacidade de comercialização; d) análise de recursos humanos; e) análise do fluxo de caixa.

Capital de Giro
– Significa capital de trabalho. São os recursos utilizados para financiar as operações da empresa, em decorrência das atividades de comprar, produzir, e vender. De um modo geral esses recursos estão nas seguintes contas: Disponibilidades; Duplicatas a Receber; Estoques de Matérias-primas, produtos em elaboração, produtos acabados e ou mercadorias.

Ciclo Econômico
– Inicia-se com a compra da matéria-prima e vai até o dia da venda do produto acabado. Perceba que esse ciclo não se preocupa com as condições de pagamento.

Ciclo Financeiro
– Inicia-se com o pagamento da matéria-prima e vai até o recebimento da venda do produto acabado.

Concordata
– Recurso jurídico que permite a continuação do comércio da empresa insolvente (incapaz de saldas seus débitos nos prazos contratuais). Distingue-se, portanto, da falência, quando a empresa insolvente cessa todas as suas atividades.

Concorrência Direta
– Também chamada livre-concorrência. Situação do regime de iniciativa privada em que empresas competem entre si, sem que nenhuma delas goze da supremacia em virtude de privilégios jurídicos, força econômica ou posse exclusiva de certos recursos.

Concorrência Indireta
– É aquela em que ocorre a competição entre empresas de ramos diferentes. Ex.: Uma pessoa pode viajar para Nova York ou comprar um sofá para sua sala de estar. Assim, a agência de viagens e a loja de móveis são concorrentes indiretos.

Contas a Pagar
– Relação das contas e obrigações de uma empresa.

Contas a Receber
– Relação das receitas que uma empresa tem a receber.

Curva de Oferta

– Relação entre o preço de mercado de um produto e a quantidade desse mesmo bem que os produtores se dispõem a destinar aos consumidores. É representada numa escala gráfica em cujo eixo vertical registram-se os preços do mercado e no eixo horizontal a quantidade de produto destinado aos consumidores.

Custo Direto

– Custos que podem ser identificados diretamente com uma unidade
do produto.

Custo Fixo
– Custos cujo montante não varia proporcionalmente ao volume produzido ou vendido; como aluguel, luz, etc.

Custo Indireto
– Custos relacionados com a fabricação que não podem ser economicamente identificados com as unidades que estão sendo produzidas.

Custo Variável
– Custos cujo montante varia de acordo com o volume produzido ou vendido e serviço prestados; como matérias primas, material secundário, etc.

Custos

– Gastos efetuados pela empresa na elaboração de produtos ou na prestação de serviços.

Demanda
– Ou procura, é a quantidade de um bem ou serviço que um consumidor deseja e está disposto a adquirir por determinado preço e em determinado momento.

Depreciação
– Redução do valor do ativo em conseqüência de desgaste pelo uso, obsolescência tecnológica ou queda no preço de mercado – geralmente de máquinas, equipamentos e edificações.

Desembolso
– Pagamento do gasto efetuado; o desembolso causa redução na disponibilidade de caixa.

Despesas
– Gastos que servem como apoio para que as empresas atinjam seus objetivos como: salários administrativos, telefones, etc.

E-business

– Significa fazer negócios eletrônicos aproveitando os recursos da internet em todas as áreas de uma empresa.

E-commerce
– Comércio eletrônico. É o comércio feito pela internet buscando usar todas as vantagens do mundo online.

Economia de Escala

– Produção de bens em larga escala, com vistas a umaconsiderável redução nos custos. Também chamada de economias internas, as economias de escala resultam da racionalização intensiva da atividade produtiva, graças ao emprego sistemático de novos engenhos tecnológicos e de processos avançados de automação, organização e especialização do trabalho.

Empreendedor
– Em português, são utilizados com o mesmo sentido, tanto a palavra empreendedor como empresário. Segundo ANSOFF "O empreendedor é aquele indivíduo cujo desejo de independência foi capaz de motivá-lo no sentido de estabelecer sua própria empresa.

Empreendedorismo

– Designa uma área de grande abrangência e trata de vários temas, além da criação de empresas. São eles: geração de auto-emprego (trabalhador autônomo); empreendedorismo comunitário (como as comunidadeempreendem); intra-empreendedorismo (o empregado empreendedor); políticas públicas (políticas governamentais para o setor).

Encargos Sociais
– Conjunto de obrigações trabalhistas que devem ser pagas pelas empresas mensalmente ou anualmente, além do salário do empregado.

Estoques
– Quantidade de um bem armazenado ou em conservação (matérias-primas, combustíveis, produtos semi-acabados ou acabados). Os bens podem ser estocados para venda, abastecimento de entressafra, ou simplesmente para especulação.

Estratégia

– É o foco a ser tomado para atingir determinado objetivo.

Exigível a Longo Prazo
– São os empréstimos a longo prazo. Normalmente provocam juros que têm reflexos financeiros de forma imediata ou a curto prazo, mas também provocam variações monetárias.

Faturamento
– Conjunto dos recebimentos, expresso em unidades monetárias, obtidos por uma empresa em determinado período com a venda de bens ou serviços. Em outros termos, é o número de unidades vendidas multiplicado pelo preço de venda unitário. Diferencia-se da receita, que inclui os valores obtidos de outras fontes (aplicações financeiras ou vendas a prazo).

Firma Individual

– Pertence a uma só pessoa. O proprietário responsável pelos atos da empresa, de forma ilimitada. O nome da firma é o nome do dono. É facultado o uso de um nome de fantasia.

Fluxo de Caixa

– É o instrumento de projeção que possibilita determinar as necessidades financeiras, a curto, médio e longo prazos da empresa, permitindo de forma transparente e eficaz visualizar os momentos em que ocorrerão asdiversas entradas e saídas de caixa. Permite que o administrador planeje,organize, coordene, dirija e controle os recursos financeiros de sua empresa.

Índices de Liquidez

– Disponibilidade em moeda corrente ou posse de títulos ou valores conversíveis rapidamente em dinheiro. A liquidez varia conforme o tipo de investimento e o momento econômico, mas liquidez absoluta só apresenta o próprio papel-moeda. Todos os outros títulos ou valores possuem graus (índices)maiores ou menores de liquidez, em função da maior ou menor facilidade de serem convertidos em moeeda.

Inventário
– Relação pormenorizada dos bens e valores de uma pessoa ou firma. Em direito, é o processo no qual se faz a exata demonstração da situação econômica de uma pessoa falecida, antes de se realizar a partilha entre os herdeiros. Em contabilidade, é a base sobre a qual se faz o balanço de uma firma.

Investimento em Capital de Giro
– Aplicação de recursos para financiar as operações da empresa, em decorrência das atividades de comprar, produzir, e vender.

Investimento Fixo
– Investimentos não destinados à negociação, mas dirigidos para produzirem benefícios à investidora mediante sua participação nos resultados das investidas, ou para obtenção de bom relacionamento com os clientes ou fornecedores (inclusive instituições financeiras), ou para especulação pura e simples sem nenhum prazo definido.

Layout
– é a disposição física dos materiais, móveis, máquinas, equipamentos em
uma sala, galpão ou qualquer outro local.

Livro de Registro de Apuração do ICMS
– Livro Fiscal destinado ao registro dos totais dos valores contábeis e fiscais, das operações de entradas e saídas, extraído dos respectivos livros.

Livro de Registro de Apuração do IPI
– Livro Fiscal destinado a apurar as operações de entradas e saídas de produtos fabricados durante oo mês.

Livro de Registro de Entradas

– Livro Fiscal destinado à escrituração do movimento de entrada de mercadorias ou serviços, a qualquer título.

Livro de Registro de Inventário
– Livro Fiscal destinado a rolar mercadorias, matérias-primas, produtos fabricados e em fabricação e bens do ativo imobilizado, na época do balanço.

Livro de Registro de Saída
– Livro Fiscal destinado à escrituração do movimento de saídas de mercadorias ou serviços, a qualquer título.

Lucratividade

– É o grau de rendimento proporcionado pelas receitas operacionais. Pode ser expresso em percentual de lucro em relação às vendas.

Lucro líquido
– É calculado subtraindo-se do lucro bruto a quantia correspondente à depreciação do capital fixo (máquinas e equipamentos) e as despesas financeiras (pagamento de juros de empréstimos).

Macroeconomia
– Parte da Ciência Econômica que focaliza o comportamento do sistema econômico como um todo. Tem como objeto de estudo as relações entre os grandes agregados estatísticos: a renda nacional, o nível de emprego e dos preços; o consumo, a poupança e o investimento totais.

Margem de Contribuição
– É a diferença entre a receita de venda de uma unidade e a soma dos custos e despesas variáveis dessa mesma unidade.

Mark-Up
– É um índice aplicado sobre o custo de um bem ou serviço para formação do preço de venda. Mark-up, pode ser entendido também como a margem bruta de comercialização.

Microeconomia

– Ramo da Ciência Econômica que comportamento das unidades de consumo representadas pelos indivíduos e pelas famílias; as empresas e suas produções e custos; a produção e o preço de diversos bens, serviços e fatores produtivos.

Microempresa

– Pessoas jurídicas e firmas individuais com receita bruta anual de até 96.000 UFIR´s. Este limite deve ser alterado por nova lei, passando para 250.000 UFIR´s.

Missão
– “Missão é a razão de ser de uma organização”. Deve exprimir sua vocação, a natureza de suas atividades, explicitando seu campo de ação e considerando os horizontes sob os quais ela atua ou deverá atuar.

Oferta
– Quantidade de um bem ou serviço que se produz e se oferece no mercado, por determinado preço e em determinado período de tempo.

Passivo Circulante
– São as obrigações da empresa que possuem um giro maior. Corresponde às contas: empréstimos bancários, fornecedores, provisões,contas a pagar e provisão para imposto de renda.

Patrimônio Líquido
– É o valor líquido do total de bens de uma pessoa ou de uma empresa. Comumente, designa somente o conjunto dos bens avaliáveis em dinheiro.

Pesquisa de Mercado

– Procedimentos utilizado em empresas para investigar as preferências dos consumidores em relação a produtos, marcas, publicidade e serviços. Geralmente é escolhida uma amostra representativa da opinião da totalidade do público consumidor de determinado produto.

PIB (Produto Interno Bruto)
– Refere-se ao valor agregado de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território econômico do país, independentemente da nacionalidade dos proprietários das unidades produtoras desses bens e serviços

Planejamento Estratégico
– Planejamento é um processo de tomada de decisão presente, que destina a produzir um ou mais estados futuros desejados, que deverão ocorrer, a menos que alguma coisa seja feita. Assim, no Planejamento Estratégico procuramos avaliar, antecipadamente, os possíveis impactos que seriam acarretados ao futuro pelas decisões tomadas no presente.

Plano de Negócio
– Informações sobre as características, condições e necessidades do futuro empreendimento, com objetivo de analisar a potencialidade e a viabilidade da implantação.

PNB (Produto Nacional Bruto)
– É o valor agregado de todos os bens e serviços resultante da mobilização de recursos nacionais (pertencentes a residentes no país),independentemente do território econômico em que esses recursos foram produzidos. Incluem-se nele o valor da depreciação e o resultado, positivo ou negativo, da conta de rendimentos do capital do balanço de pagamentos.

Ponto de Equilíbrio
– O volume exato de vendas em que uma empresa não apresenta nem lucro nem prejuízo (lucro/prejuízo =0).

Protocolo
– Um sistema de regras ou padrões de comunicação em uma rede, em particular na Internet. Os computadores e as redes interagem de acordo com protocolos que determinam o comportamento que cada parte espera da outra na transferência de informações.

Receita Bruta de Vendas
– Em termos contábeis, é a soma de todos os valores recebidos em dado espaço de tempo. Não se deduz nenhuma conta para obter o valor da Receita Bruta.

Receita Líquida de Vendas
– É o mesmo valor da Receita Bruta deduzindo os impostos sobre vendas, as devoluções, os descontos comerciais e abatimentos.

Rentabilidade
– É o grau de rendimento proporcionado por determinado investimento. Pode ser expresso em percentual de lucro em relação ao investimento. Normalmente é inversamente proporcional ao risco.

Risco
– Condição própria de um investidor, ante as possibilidades de perder ou ganhar dinheiro. Os juros ou o lucro são explicados como recompensas recebidas pelo investidor por assumir determinado risco de incerteza econômica, relativa a eventualidades como queda da taxa de juros, recusa do produto pelo consumidor,
ou investimento numa atividade cujos resultados se revelam antieconômicos.

Sociedade Civil
– Firma constituída por duas ou mais pessoas, apenas para prestação de serviços. Regulada pelo código civil, não pode praticar atos de comércio. Não estão sujeitas a falência.

Sociedade Comercial
– É constituída por duas ou mais pessoas, com a finalidade de explorar uma atividade comercial ou industrial. Os tipos mais comuns são as sociedades por Cotas de Responsabilidade Limitada e a Sociedade por Ações.

Sociedade Limitada

– Sociedade comercial por cotas de responsabilidade limitada: cada sócio responde apenas na medida de sua cota. Deve adotar uma razão social que explique, o quanto possível, o objetivo da sociedade e seja sempre seguida da palavra limitada.

Taxa de Juros

– Índice (taxa) pré-determinada que corresponde à remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao dono do capital.

TCP/IP

– Abreviação de Transfer Control Protocol e Internet Protocol, os dois protocolos que regem a maneira como os computadores e redes gerenciam o fluxo de informações na Internet.

Tempo de Retorno

– É o prazo que o capital investido será recuperado.

TIR (Taxa Interna de Retorno)
– É a taxa que iguala, em determinado momento, a entrada de caixa (VP – Valor Presente, montante emprestado) com as saídas periódicas de caixa (pagamento da dívida) atualizadas ao mesmo momento.

TJLP
– É a Taxa de Juros de Longo Prazo, e é usada em vários contratos, principalmente da carteira de crédito rural dos bancos. É calculada pelo governo, a partir da oscilação de vários papéis da dívida externa brasileira no mercado internacional. Com a crise cambial de 1999, passou a ser calculada pela média das últimas TJLP multiplicada por 1,1.

VPL (Valor Presente Líquido)

– É o valor presente dos fluxos de caixa gerados pelo negócio implantado, líquidos do valor inicialmente investido. Esse método procura expressar os fluxos de caixa do projeto em termos de valores monetários de uma mesma data, ou mais especificamente, a data de início do projeto, o “momento atual”.

Disponivel em http://www.scribd.com/doc/3110305/Contabilidade-Dicionario-de-Termos-do-Empreendedorismo

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Perguntas mais frequentes

FAQ - Para entender melhor contabilidade:

1. O que é contabilidade?

A Contabilidade é a ciência que estuda e pratica, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza econômica.

2. Quais são suas funções?
Registrar: todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor monetário;
Organizar: um sistema de controle adequado à empresa;
Demonstrar: com base nos registros realizados, expor periodicamente por meio de demonstrativos, a situação econômica, patrimonial e financeira da empresa;
Analisar: os demonstrativos podem ser analisados com a finalidade de apuração dos resultados obtidos pela empresa;
Acompanhar: a execução dos planos econômicos da empresa, prevendo os pagamentos a serem realizados, as quantias a serem recebidas de terceiros, e alertando para eventuais problemas.

3. Quais são as Finalidades da Contabilidade?
As finalidades da Contabilidade referem-se à orientação da administração das empresas no exercício de suas funções. Portanto a Contabilidade é o controle e o planejamento de toda e qualquer entidade sócio-econômica.

4. O que é balanço patrimonial?
relata bens, direitos e obrigações da entidade em determinado momento.

5. O que é Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)?
demonstra as despesas e receitas referentes a dado periodo de tempo, indicando se houve lucro ou prejuizo.

6. O que é Demonstrações das Mutações do Patrimônio Liquido?
informa as variações ocorridas nas contas dos proprietários.

7. O que são Demonstrações de Origens e Aplicações de Recursos?
revela as alterações ocorridas no capital circulante liquido.

8. Qual o objetivo da Contabilidade de Custos?
fornecer informações sobre a utilização de bens e serviços na produção de outros bens e serviços no ambiente onde são gerados, direcionados para o fornecimento de subsidios para analise e avaliação do desempenho e da produtividade.

9. Qual o objetivo da Análise de Balanço?
oferecer diagnóstico sobre a situação econômico-financeira da organização, utilizando-se dos relatórios gerados pela Contabilidade Financeira e de outras informações necessárias á análise, relacionando-se prioritariamente a utilização por parte de terceiros.

10. Qual o objetivo da Contabilidade Financeira?
O seu objetivo é coletar dados das transações economico-financeiras que afetam o patrimonio da entidade, classificá-los e registrá-los, fornecendo informações condensadas em forma de relatório.

11. O que é Contabilidade Gerencial?
A contabilidade gerencial é uma ferramenta indispensável para a gestão de negócios. De longa data, contadores, administradores e responsáveis pela gestão de empresas se convenceram que amplitude das informações contábeis vai além do simples cálculo de impostos e atendimento de legislações comerciais, previdenciárias e fiscais. Além do mais, o custo de manter uma contabilidade completa (livros diário, razão, inventário, conciliações, etc.) não é justificável para atender somente o fisco. Informações relevantes podem estar sendo desperdiçadas, quando a contabilidade é encarada como um mero cumprimento da burocracia governamental.

12. O que diz o principio da realização da receita?
Determina esse principio o reconhecimento contábil do resultado (lucro ou prejuizo) apenas quando da realização da receita. E ocorre a realização da receita, em regra, quando da transferência do bem ou do serviço para terceiros.

13. O que custeio por absorção?
Custeio por Absorção é o método derivado da aplicação dos Princípios da Contabilidade Geralmente Aceitos. Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção, todos os gastos relativos ao esforço de produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos.

14. Definir custo de produção por periodo:
É a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica.

15. Definir da produção acabada:
é a soma dos produtos contidos na produção acabado do período. Pode conter Custos de Produção de diversos períodos, caso os itens vendidos tenham sido produzidos em diversas épocas diferentes.






Disponível em:
http://www.prd.usp.br/disciplinas/docs/pro2208-2006-Reinaldo/contabilidade%20gerencial%20rpc.pdf

http://www.contabilidade.inf.br/aplicacao_da_contabilidade.asp


Disponível em Contabilidade de custos de eliseu martins ed atlas 9ed.

http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=espearti#especial21

http://pt.wikipedia.org/wiki/Contabilidade_gerencial

domingo, 2 de maio de 2010

Videos

Algumas video-aulas que orientam e ajudam muito no entendimento do uso e aplicação da Contabilidade Gerencial:

Aulas online de contabilidade Gerencial com o Professor WAGNER LUIZ MARQUES

Aula 01 - Introdução a Contabilidade
http://www.youtube.com/watch?v=_vhIK3c3dPY&feature=related
Aula 02 - Principios Contábeis
http://www.youtube.com/watch?v=QtDxcGf6WB0&NR=1
Aula 03 - Conceitos de Contas Patrimoniais e de Resultados
http://www.youtube.com/watch?v=35t5tTSIbfU&feature=related
Aula 04 - Passivo
http://www.youtube.com/watch?v=dIAQZyW0Ce0&feature=related
Aula 05 - Despesas
http://www.youtube.com/watch?v=6CJf9sEk0qY&feature=related
Aula 06 - Dinâmica Patrimonial
http://www.youtube.com/watch?v=5L_1hishZXQ&feature=related
Aula 07 - Analise do Débito e Crédito para o Sistema Patrimonial da Empresa (Ativo e Passivo)
http://www.youtube.com/watch?v=6Pda_4eRQqA
Aula 08 - Lançamentos Contábeis
http://www.youtube.com/watch?v=l_vHvHMUiwI&feature=related
Aula 09 - Procedimentos e Contabilização da Apuração do Resultado do Exercicio

http://www.youtube.com/watch?v=1EIfloVAx8Q&feature=related
Aula 10 - Demonstrações Financeiras
http://www.youtube.com/watch?v=V_ioTjYwVpY&feature=related
Aula 11 - Mutações nas contas Patrimoniais
http://www.youtube.com/watch?v=RuNBgSp12K0&feature=related


História da Contabilidade Disponibilizado pela Fundação Brasileira de Contabilidade no You Tube
http://www.youtube.com/watch?v=qw5wbbPwXTg